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NOTA DE IMPRENSA

TAAG ALCANÇA NOTÁVEL RETOMA EM ANO DE DESAFIOS

A TAAG, Linhas Aéreas de Angola, prevê um prejuízo líquido de  14 Milhões de Dólares Norte Americanos para o ano fiscal de 2016, já incluindo a absorção de 51 Milhões de Dólares de custos não contabilizados referentes aos anos 2012 a 2015.

Em 2015, o resultado cifrou-se num prejuízo de 175 Milhões de Dólares Norte Americanos. Quando se considera o abrandamento da economia em Angola, conduzindo a 30 por cento de desvalorização do Kwanza durante o ano, este sucesso pode ainda ser considerado  impressionante.

Grande parte da retoma alcançada deve-se à poupança de custos durante o ano de 2016 no valor de 70 Milhões de Dólares Norte Americanos face ao objectivo no Plano de Negócios de poupar 100 Milhões de Dólares Norte Americanos até 2019.

Durante o decorrer deste ano a TAAG focou a sua atenção em todos os detalhes de custos que estão sob seu controlo e com um sucesso notável, onde as poupanças alcançadas falam por si mesmas. A companhia aérea está agora muito mais consciente do dinheiro que gasta e tem agora melhores sistemas e processos para controlo de custos de forma a  evitar desperdícios. Enquanto as vendas em dólares ficaram abaixo do ano anterior, devido às condições de mercado, as vendas em moeda nacional, Kwanza, cresceram 16 por cento, de 55 Biliões para 64 Biliões de Kwanzas.

A recepção este ano de dois galardoados Boeing 777-300ER, aeronaves de longo curso, permitiu a  TAAG expandir a sua Rede de Destinos e iniciar a transformação de Luanda num HUB de tráfego aéreo na África Subsaariana.

A filosofia dos horários foi radicalmente alterada para assegurar que os voos regionais em África, conectem agora com os voos internacionais para a Europa, América do Sul e Cuba. Isto produziu um volume significativo de passageiros em trânsito e carga via Luanda, impulsionando a receita quando o mercado local está deprimido. Com o beneficio destes passageiros em trânsito, foi possível a TAAG abrir também a nova rota para Maputo (Moçambique) e aumentar frequências para Portugal para 2 voos diários, para África do Sul para 10 voos por semana e para o Brasil para 4 voos por semana.

No inicio de 2016 o website 'TAAG.com' foi modernizado e melhorado para simplificar o processo de reserva dos clientes, o que obteve um sucesso instantâneo com vendas superiores a 20 Milhões de Dólares este ano, comparados com menos de 2 Milhões de Dólares no ano de 2015. Muito tempo e esforço tem sido investido a tentar melhorar a experiência do cliente, quer em terra, quer no ar, mas com a escassez de divisa eles têm que procurar soluções criativas localmente sempre que possível e aguardar melhores tempos para assumir melhorias mais dispendiosas.

Tal como em qualquer outro negócio o ingrediente principal para o sucesso contínuo da TAAG é o seu pessoal. Em alguns departamentos da empresa foram definidos programas de formação e experiências 'on-job' para o desenvolvimento e melhoria da capacidade de intervenção dos colaboradores, enquanto que, noutros departamentos, ainda há muito por fazer.

Em 2017 a TAAG vai continuar a apostar na formação dos quadros e colaboradores nacionais de forma a conferir-lhes competências e capacidades para assumir posições de maior responsabilidade na companhia.

Ainda no que toca a formação, a parceria entre a TAAG e a Lunnar tem sido progressivamente potenciada e reforçada. Em meados deste ano deu início a um projecto de conversão de um dos Boeing 737-200 da TAAG já fora de serviço, num dispositivo de treino de Procedimentos de Emergência e Segurança, evitando assim a necessidade de enviar pilotos e assistentes de bordo para o Brasil, para realização do seu treino recorrente obrigatório. Este dispositivo de treino já se encontra totalmente operacional e conjuntamente com outras infraestruturas desenvolvidas localmente disponibiliza a realização destes cursos em Luanda, poupando a ambos tempo e dinheiro.

Olhando para o futuro, 2017 promete ser mais um ano de desafios para a TAAG, mas se a experiência deste ano for comprovada, a companhia aérea caracterizou-se por um arranque impressionante no seu objectivo em se tornar a Companhia Aérea Internacional de referência na África Subsaariana.

LUANDA, AOS 19 DE DEZEMBRO DE 2016

    

Soyo ganha terminal fluvial de transporte

Um novo terminal fluvial terrestre adstrito ao Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA) começa nos próximos meses a ser construído no município do Soyo, província do Zaire.

O director do IMPA, Victor Alexandre de Carvalho, e o representante da China Harbour Engeneering Company LDA (CHEC), Song Linfu, rubricaram nesta sexta-feira, no Soyo, o auto de consignação da empreitada para a construção do empreendimento, numa cerimónia testemunhada pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, e o governador do Zaire, José Joana André 'Joanes'.

Ao intervir no acto, o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, afirmou que a infraestrutura a ser erguida marca um momento especial na vida produtiva da província do Zaire.

Referiu que o sector investiu na área da salvaguarda da vida humana no mar e está agora a implantar infraestruturas terrestres que vão ajudar a alavancar a economia nacional.

Por seu turno, o governador do Zaire José Joana André 'Joanes', destacou a importância do novo terminal do Soyo no apoio às populações locais e afirmou que o desenvolvimento da província do Zaire é já uma certeza.

O novo terminal do fluvial terrestre do Soyo vai acomodar embarcações do tipo catamarã e ro-ro para o transporte de passaeiros e cargas diversas.

O terminal terá como infraestruturas um edificio principal com os seus respectivos espaços comerciais.

A empreitada de construção e apetrechamento do terminal fluvial e terrestre do Soyo foi adjudicada à empresa China  Harbour Engineering Company LDA e tem o IMPA  como representante do dono da obra.

    

Ministro dos Transportes destaca papel social da FESA

O ministro dos transportes, augusto tomás, destacou nesta sexta-feira, em luanda, o trabalho da fundação eduardo dos santos na promoção de acções de formação.

augusto da silva tomás, que falava na sessão de encerramento das vigésimas jornadas técnico-científicas da fundação eduardo dos santos (fesa), realçou o papel da organização na mobilização, sensibilização e no investimento em áreas sociais, como a saúde, educação, desporto e cultura.

o ministro dos transportes afirmou que o estado, secundado pelas famílias, as comunidades, as associações cívicas e instituições religiosas, tudo faz para que se materialize a estratégia de promoção da igualdade de direitos e de oportunidades entre os angolanos, sem qualquer discriminação.

as vigésimas jornadas técnico-científicas da fesa tiveram lugar na antiga sede do palácio dos congressos, em luanda, de 26 a 28 de outubro, subordinada ao lema 'a experiência de angola nos processos de reconciliação nacional, reinserção social e reconstrução nacional'. participaram no evento convidados nacionais e estrangeiros.

    

COMUNICADO DE IMPRENSA

No âmbito das recomendações de Sefaty (Segurança Operacional) e com base na identificação do perigo e dos riscos associados ao transporte e uso dos telefones Samsung S7 Edge e Galaxy Note 7, a TAAG Linhas Aéreas de Angola E.P, comunica aos seus estimados passageiros, clientes e publico em geral, a não utilizarem os referidos aparelhos á bordo dos seus aviões, devendo no entanto, mante-los desligados durante todo o voo.

Outrossim, na sequência das advertências feitas pela Federal Aviation Administration e pela Eurepean Aviation Safety Agency, relativamente a estes equipamentos, a TAAG, transportadora Aérea Angolana, desaconselha igualmente, o carregamento do 'telemóvel a bordo, seja através de um carregador portátil ou por via das tomadas USB' disponíveis nos aviões, assim como, o transporte do Samsung Note 7 na bagagem de porão.

Estas medidas surgem na sequência de uma anomalia técnica verificada no fabrico deste tipo de telemóveis.

Saliente-se que outras Companhias Aéreas já adoptaram as mesmas medidas de segurança.

TAAG, a Sua Companhia de sempre

Gabinete de Comunicação e Imagem da TAAG, aos 18 de Outubro de 2016.-

    

PLATAFORMA LOGÍSTICA É FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE CRESCIMENTO ECONÓMICO

MINISTRO DOS TRANSPORTES
PLATAFORMA LOGÍSTICA É FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE CRESCIMENTO ECONÓMICO
 
A Rede Nacional de Plataformas Logísticas (RNPL) é parte integrante do sistema logístico nacional, sendo uma das peças fundamentais do processo de crescimento económico e do desenvolvimento social, considerou sábado no município do Luau, província do Moxico, o ministro dos Transportes Augusto da Silva Tomás.
 
Augusto Tomás falava sábado, 30 de Julho, na sessão de abertura do Seminário Regional sobre a Plataforma Logística Transfronteiriça do Luau, realizada no município com o mesmo nome, na Província do Moxico, na presença do governador João Ernesto dos Santos 'Liberdade'.
 
A RNPL interliga as diferentes vertentes da economia: produção, armazenamento, consolidação e distribuição dos produtos no mercado. 'Aqui, o sector empresarial contribui com a parte que lhe compete, ou seja, com a criação de valor acrescentado para a indústria, comércio, serviços. O sector público com a organização, a regulamentação e a disponibilização das infraestruturas.
 
O titular dos Transportes considerou ainda que a rede nacional das plataformas logísticas é parte integrante do plano estratégico nacional de acessibilidades, mobilidade e transportes. 'A generalidade dos países assume esta perspectiva na sua ordem legal, pois que a rede nacional das plataformas logísticas é também um factor incontornável de coesão económica, social e territorial do país.
 
O governante avançou que as plataformas logísticas podem contribuir para a correcção das assimetrias regionais e ter um papel determinante no domínio dos instrumentos ao dispor do Executivo para a gestão dos altos interesses nacionais, dada a sua distribuição pelas dezoito províncias do país.
 
QUARENTA E QUATRO PLATAFORMAS LOGÍSTICAS
 
Estão previstas cerca de 44 (quarenta e quatro) plataformas de 1.º, 2.º e 3.º nível das seguintes tipologias: urbanas, regionais, portuárias, transfronteiriças e centros de carga aérea nos principais aeroportos.
 
A localização actual e prevista da actividade económica e do investimento público e privado conduzem ao seu posicionamento estratégico nos eixos de cruzamento das vias de comunicação terrestres (rodoviário e ferroviário), aéreas e marítimas, configurando a integração e a complementaridade das redes modais de transporte e a rede de plataformas logísticas.
 
Segundo Augusto Tomás, na Província do Moxico, temos a Plataforma Logística Transfronteiriça do Luau, a poucos quilómetros da fronteira leste com a República Democrática do Congo (RDC).
 
Estas plataformas constituem, no seu conjunto, uma frente integrada multipolar e multivariada nas relações económicas com os países circunvizinhos.
 
PLATAFORMA LOGÍSTICA DO LUAU TEM LIGAÇÃO FERROVIÁRIA PRIVILEGIADA
 
Para a Plataforma Logística Transfronteiriça do Luau a ligação ferroviária privilegiada que é assegurada pela linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), e que aproxima os países limítrofes do excelente Porto do Lobito, pelo qual uma elevada percentagem das mercadorias em trânsito poderia circular, confere-lhe um posicionamento estratégico na perspectiva da intermodalidade e da complementaridade modal, que torna evidente a necessidade de se avançar rapidamente para a construção deste empreendimento. 
 
Há, no entanto, necessidade de observar alguns pressupostos de vária ordem para que seja colocada no mercado das infraestruturas de logística e dos transportes uma oferta robusta, que possa ombrear com outras alternativas, de modo a que esta perspectiva estratégica venha a ter o sucesso esperado e empreste os contributos ao processo de crescimento económico dos países abrangidos, que suplantem a qualidade do serviço que é oferecido na actualidade por outras infraestruturas e redes, disse Augusto da Silva Tomás.
 
CRIAÇÃO DE MAIS EMPREGO EM ANGOLA
 
Com a construção das Plataformas Logísticas e com a atracção de investimentos noutras áreas por elas promovidos, tenderão a ser criados mais postos de trabalho, permitindo que uma parte da população actualmente sem ocupação, empregue em actividades precárias, em serviços de baixo rendimento, ou sobrevivendo de trabalhos no sector informal, possa ter nos novos empreendimentos uma oferta de emprego credível com acesso facilitado a uma ocupação adequadamente remunerada, estável, e com carácter permanente. 
 
Augusto Tomás defendeu ainda mais investimento e mais emprego geradores de riqueza e de rendimento. Este facto, disse, estimulará a aceleração da procura e o consumo de produtos de primeira necessidade, mas também de bens transacionáveis.
 
Para o governante, as plataformas têm tudo a seu favor para se transformarem no elemento dinâmico da economia regional e para promoverem, em função disso, vários objectivos macroeconómicos que estão em linha com a estratégia nacional para o desenvolvimento.
'Agora mais do que nunca na ordem do dia da estratégia governamental: o crescimento e a diversificação sectorial do produto interno bruto; o aumento do emprego; a industrialização, a substituição de importações e o fomento das exportações; e o reforço da internacionalização da economia nacional noutros sectores que não apenas o do petróleo', disse.

 

    

MINISTRO APONTA MEDIDAS PARA A SAÍDA DA CRISE

Sob o lema 'Fazer mais com menos', o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, dissertou nesta terça-feira, 19 de Julho, em Cabinda, sobre as 'Linhas Mestras da Estratégia para a Saída da Crise'.

O governante falava à margem das Conferências Regionais sobre as Plataformas Logísticas do Iema e Massabi, realizadas no Salão Nobre do Governo da Província de Cabinda, na presença da governadora local, Aldina da Lomba Catembo.

'As perspectivas para a economia mundial nos próximos anos não são muito animadoras com taxas de crescimento moderadas entre 3,2 por cento e 3,5 por cento, isto caso não se agudizem os problemas latentes que ameaçam o mundo, como a crise dos refugiados, a questão da Rússia e da Ucrânia, as tensões no Médio-Oriente, o crescimento dos partidos políticos xenófobos de extrema-direita e radicais de extrema-esquerda na Europa e EUA e, naturalmente, a grande ameaça do terrorismo, entre muitas questões menores mas potencialmente perturbadoras da ordem económica mundial', descreveu.

No que aos conflitos internacionais diz respeito e, em particular, na região da África subsariana, o governante considerou que Angola tem demonstrado o seu envolvimento através do empenho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, cuja capacidade diplomática e estatura política tem conseguido pacificar a região, como é reconhecido internacionalmente.

Para Augusto Tomás, compete-nos a nós, angolanos, resolver os nossos problemas, naturalmente com a cooperação internacional de vária ordem.

Assim, a estratégia para aquela substituição de fonte de receita e assim fazer face à crise, passa por aumentar a curto prazo a produção e o controlo dos produtos exportáveis de modo a gerar divisas para o país e aumentar a produção interna, sobretudo dos produtos da cesta básica e de outros produtos essenciais para o consumo interno e para a exportação.

Neste sentido, o investimento público deve ser canalizado para projectos estruturantes provedores de bens públicos e/ou com impacto na diversificação da economia, nomeadamente contribuindo para a viabilidade e produtividade de investimentos privados.

Devem, assim, ser canalizados para o investimento privado os saldos das linhas de crédito existentes e encontrar outras fontes de financiamento que suportem o endividamento para o mesmo fim, desde que a eficácia e a eficiência desses investimentos privados seja comprovada de forma a garantir a sustentabilidade desse endividamento.

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, esteve ainda em Ondjiva (Cunene), no dia 15 de Julho, e Mbanza Kongo (Zaire), dia 18 de Julho, onde falou sobre as medidas do Executivo que visam a saída da crise.

    

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES APRESENTA GUARDA AVANÇADA" DA LOGÍSTICA NACIONAL"

As plataformas logísticas transfronteiriças assumem-se como a 'guarda avançada' da logística nacional junto às fronteiras com todos os países com os quais Angola possui fronteiras comuns, afirmou nesta terça-feira, em Cabinda o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.

O governante angolano falava na sessão de abertura da Conferência Regional sobre as Plataformas Logísticas Transfronteiriças do Massabi e Iema, realizada em Cabinda, no passado dia 19 de Julho.

Augusto Tomás, que na última semana trabalhou em Ondjiva (Cunene), Mbanza Kongo (Zaire) e Cabinda, revelou que o objectivo principal da implantação das plataformas logísticas transfronteiriças é o de dinamizar as relações comerciais e económicas entre Angola e os países vizinhos, impondo os nossos factores de competitividade e as vantagens económicas comparativas superiores de que dispomos.

Em relação às acessibilidades, apontam-se, segundo o governante, os portos marítimos de primeiro nível com grande capacidade e excelente posição estratégica, ao peso da nossa economia no mercado mundial, e às relações privilegiadas com países de todas as latitudes e das principais comunidades económicas integradas.

Angola terá inicialmente cinco plataformas transfronteiriças a serem implantadas pelo Ministério dos Transportes, destacando-se a de Massabi e Iema, na província de Cabinda, junto às fronteiras com a República do Congo e a República Democrática do Congo, respectivamente.

Uma terceira plataforma deverá ser construída na província do Zaire, região do Luvo, a cerca de 253 quilómetros da foz do rio Zaire, também na fronteira com a RDC.

A quarta, no Luau, província do Moxico, a poucos quilómetros da fronteira leste, igualmente neste caso com a RDC. E a quinta em Santa Clara, no extremo sul do território, na província do Cunene, fazendo interface com a Namíbia.

Estas plataformas constituem, no seu conjunto, uma frente integrada multipolar e multivariada nas relações económicas com os países circunvizinhos.

São entrepostos comerciais e económicos privilegiados na circulação do comércio entre o mercado internacional e uma vasta zona centro-africana que se estende desde os países da região dos grandes lagos até ao Botswana e ainda com capacidade para projectar a sua influência a países situados mais a leste sem fronteiras marítimas, ou seja, sem acesso directo ao mar.

A construção desta rede logística regional irá transformar por completo a realidade económica das vastas regiões de influência, que não se circunscreve apenas aos seus efeitos internos, em Angola, projectando-se profundamente para o interior do continente, através das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias.

    

MINISTRO DESTACA IMPLANTAÇÃO DAS PLATAFORMAS LOGÍSTICAS

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, destacou nesta sexta-feira, em Ondjiva, província do Cunene, a importância da implementação das plataformas logísticas transfronteiriças na dinamização das relações comerciais e económica entre Angola e países vizinhos.

O governante, que falava na abertura da Conferência Regional sobre a Plataforma Logística Transfronteiriça de Santa-Clara, que decorreu em Ondjiva, disse que o país elegeu cinco plataformas logísticas com o objectivo principal de dinamizar as relações comerciais e económicas entre Angola e toda região central de África.

De acordo com o governante, as cinco plataformas serão factores de competitividades económicas e de acessibilidade a portos marítimos com grandes capacidades e excelentes posições estratégicas na insercão da economia nacional e no mercado mundial e as relações privilegiadas com países que de todas as latitudes e das principais comunidades económicas integradas.

'Estas plataformas constituem, no seu conjunto, uma frente integrada multipolar e multivariada nas relações económicas com os países circunvizinhos, pois, são entrepostos comerciais económicos privilegiados na circulação do comércio entre o mercado internacional e uma vasta zona centro africana que se estende desde os países da região dos grandes lagos até Botswana', sublinhou.

Neste contexto, salientou a necessidade da construção da rede logística regionais que irá transformar, por completo, a realidade económica das vastas regiões de influência que não se subscreve apenas nos seus efeitos internos, mas projectado para o continente através das redes fundamentais de estradas e fluviais.

 'As plataformas transfronteiriças seriam alguns dos factores determinantes para o incremento das relações de cooperação entre os Estados e colocar-nos-iam no centro dos importantes fluxos comerciais gerados com mais de 250 milhões de consumidores', sustentou.

No caso da fronteira Sul, Augusto da Silva Tomás salientou que a plataforma de Santa-Clara cumpre funções idênticas às outras e irão competir com o porto marítimo de referência de Walvis Bay, que beneficia Botswana, Zimbabwe e parte da Zâmbia.

O contexto da logística transfronteiriça ao Sul é mais complexo porque têm que contar sempre com a concorrência da vizinha Namíbia, que se pressupõem a necessidade da observância da qualidade e eficácia das infra-estruturas e dos serviços.

No decurso da Conferência sobre a Plataforma Logística de Santa- Clara, em Ondjiva, o ministro dos Transportes, dissertou, por outro lado, sobre as linhas mestras da estratégia  para a saída da crise económica que assola o país, baseando-se no lema 'fazer mais, com menos'.

Testemunharam ao acto, o governador em exercício do Cunene, José de Nascimento Veyelenge, os secretários de Estado do Comércio Interno e dos Transportes Terrestres, Jaime Joaquim Fortunato e José João Kuvinga, respectivamente, diplomatas, membros do governo, entidades eclesiásticas, entre outros.

    

Discurso de Abertura Proferido no dia 31 de Março por S. Excelência o Senhor Ministro dos Transportes , Dr Augusto da Silva Tomás , no 1º evento do Colegio Sistemas de Informação sobre o Tema 'Economia de Partilha'

Exmos.

Antes de mais, gostaria de dar as boas-vindas a todos os participantes neste evento e agradecer, em particular, aos palestrantes que se dispuseram a partilhar os seus conhecimentos e experiências nos temas programados, particularmente críticos para o progresso das empresas, dos países e da humanidade em geral.

Por outro lado, gostaria de louvar esta iniciativa do Gabinete de Tecnologias de Informação do Ministério dos Transportes, integrada na criação do Colégio de Sistemas de Informação do Ministério.

Este Colégio, um grupo informal do Ministério dos Transportes, pretende mobilizar todos os órgãos, Institutos e Empresas Públicas Tuteladas Pelo Ministério, no sentido de fortalecer as ligações e sinergias entre todas essas entidades e, em particular, entre as respectivas Áreas de Sistemas e Tecnologias de Informação, Visando Rentabilizar Investimentos, Implementar as Práticas que Correspondam ao Melhor Estado da Arte Internacional na Matéria e, espero eu, desenvolver capacidades, competências e conhecimento na utilização destas tecnologias pelo maior número possível de funcionários e empregados das entidades ligadas ao Ministério dos Transportes.

O desenvolvimento do conhecimento em sistemas e tecnologias de informação no Universo dos Transportes é fundamental para atingirmos os nossos objectivos de Excelência nos Ramos da Logística e Transportes, que correspondem, actualmente, a actividades onde esses sistemas mais têm permitido e induzido a melhoria da qualidade de Serviço e a Inovação, o lançamento de novas soluções para os clientes e gerado reduções de custos assinaláveis, em proveito de todos os actores envolvidos.

Desde há vários anos que o Ministério dos Transportes tem em funcionamento uma plataforma Informática centralizada de armazenamento de dados de gestão de todas as empresas públicas do nosso sector, o SMIGESPT.

Nessa plataforma são armazenados e tratados todos os dados sobre recursos humanos, sobre as operações e os dados económicos e financeiros de cada empresa, visando a sua análise por empresa e agregados por ramos de actividade – Aéreo, Ferroviário, Marítimo-Portuário e Rodoviário.

No início, os dados respectivos eram enviados para o Ministério em papel, com muito atraso e erros permitindo-nos, apenas, apresentar um relatório anual pouco desenvolvido.

Actualmente, a informação é introduzida directamente pelas empresas no SMIGESPT e tratada mensalmente nos serviços do Gepe do Ministério. O impacto do SMIGESPT nos sistemas de gestão das empresas tem sido assinalável. Todas as empresas do sector público dos transportes têm a sua contabilidade e estatísticas em dia, com qualidade razoável, e as respectivas contas anuais homologadas pelo ISEP.

Naturalmente, ainda temos muito caminho a percorrer para atingirmos os nossos objectivos, nomeadamente em termos de chegarmos a um modelo de Governação digital a nível de todo o Ministério dos Transportes.

Na realidade, a Tecnologia avança hoje a um ritmo quase alucinante. As inovações e novos conceitos da economia digital que vão aparecendo constantemente criam, em poucos anos, empresas que se transacionam ou se cotam na bolsa por biliões de dólares americanos e os governos e empresas têm dificuldade em acompanhar esse ritmo de inovação e desenvolvimento.

É difícil formar quadros em Tecnologias de Informação suficientes, em quantidade e qualidade, para suportarem esse ritmo de evolução das tecnologias e o mesmo se pode dizer dos modelos de gestão das empresas, tendencialmente algo conservadores, que hesitam em aderir às novidades com medo de o salto a dar não tenha sucesso e percam o controlo das operações da empresa.

 

Por outro lado, os investimentos em infraestruturas tecnológicas são elevados e os desafios técnicos são consideráveis pelo que, nem sempre, podem acompanhar o ritmo de lançamento de novas soluções tecnológicas digitais, como o crescimento exponencial da utilização de dispositivos móveis, quer para recreio e lazer, quer para actividades profissionais, nomeadamente para a logística e transportes mas, igualmente, para inúmeros processos de trabalho e todos os sectores, permitindo executar algumas tarefas na hora, servindo melhor o cliente e reduzindo substancialmente os custos.

Iremos, neste evento, conhecer os projectos da 'Angola Cables' que, a concretizarem-se, poderão mudar radicalmente os processos de trabalho, permitir a interoperabilidade dos serviços e a ligação entre as empresas localizadas em partes diferentes do mundo, potenciando negócios, reduzindo custos e diminuindo tempos de decisão e de resolução de problemas. Sem internet rápida, fiável e a preços comportáveis, não há crescimento económico e desenvolvimento social sustentáveis, impedindo os países e as empresas de saírem da cauda do pelotão.

 

 

Caros participantes:

As iniciativas de desenvolvimento de Sistemas de Informação no Ministério dos Transportes têm de adoptar uma visão que envolva os seus parceiros sociais, não só os parceiros públicos, mas também os parceiros privados que, de algum modo, se relacionam com os serviços do Ministério.

Conceitos hoje cada vez mais adoptados como o da 'Janela Única', seja para os portos, seja para licenciamentos ou quaisquer outras actividades da responsabilidade do ministério dos transportes têm que fazer o seu caminho visando a implementação desta solução nos respectivos serviços.

 

Todos nós sentimos a crise económica e financeira em que vivemos, em consequência da queda abrupta do preço do petróleo e, igualmente, todos nós conhecemos quais as orientações do titular do poder executivo, Eng.º José Eduardo Dos Santos, para ultrapassar este momento difícil: diversificar a economia, substituir importações e fomentar as exportações. Estes objectivos, para se atingirem, não são compatíveis com burocracia e complexidade de processos administrativos para autorizar investimentos no sector, licenciar empresas e actividades, efectuar operações portuárias ou cobrar as taxas devidas por lei. Todas as actividades da nossa responsabilidade e que podem afectar o bom desempenho daquelas orientações de sua excelência, presidente da república, criando constrangimentos aos nossos parceiros, têm que ser desburocratizadas e simplificadas ao máximo sem, naturalmente, perdermos o controlo das situações.

 

Nesta área de intervenção, iremos também hoje ouvir uma apresentação deste conceito de 'Janela Única' que todos aguardamos com expectativa.

Do mesmo modo e como já disse anteriormente, as actividades de logística e transportes foram, porventura, das que mais beneficiaram e continuam a beneficiar da internet e das soluções tecnológicas que foram sendo aplicadas ao sector.

Os transportes estão, definitivamente, na era digital e da utilização de dispositivos móveis, quando falamos do melhor estado da arte do sector e, também, teremos o benefício de ouvirmos, neste evento, explicarem-nos porquê e como e, certamente, sairemos daqui com mais ideias para melhor respondermos às necessidades dos nossos parceiros.

Caros colaboradores:

As nossas preocupações não podem ser, maioritariamente, pedir subsídios ao investimento ou à exploração para continuarmos a trabalhar como sempre o fizemos no passado. Alguma coisa mudou na gestão dos transportes e muito mais vai mudar e muito mais rapidamente. Vamos ouvir, igualmente, uma intervenção que nos vai falar na nova economia nos transportes.

Ouçamos com atenção todas as intervenções que se seguem, protagonizadas por profissionais credenciados em todos estes temas porque o futuro já chegou e o futuro não é, definitivamente, aquele que já descortinamos, mas será outro futuro, aquele que ainda não conhecemos nos seus contornos nítidos, mas que temos obrigação de antecipar, no máximo possível.

Desejo a todos um bom dia de trabalho e que seja proveitoso para mantermos os transportes em andamento em direcção do Progresso do Sector, do país e da região onde nos inserimos.

 

Muito obrigado!

    

Discurso de Abertura da EXPOTRANS / 15

Excelências, senhores membros do executivo, Excelência, senhor presidente da FIL., Excelências, senhores PCA´s, Directores-Gerais e Administradores das várias empresas e institutos públicos aqui presentes, Excelência, distintos expositores, Distintos convidados,

Minhas senhoras e meus senhores,

Esta 5ª (quinta) edição da expotrans ocorre precisamente no mês em que a república de angola completa 40 anos sobre a data em que se tornou independente e se comemora esse inolvidável marco histórico. Data que modelou o nosso destino colectivo, construído passo a passo, com as nossas mãos, e com o sangue, o suor e o esforço de todos na certeza de que igual força de ânimo e determinação nos conduzirá a novos patamares de crescimento e desenvolvimento económico, de riqueza, e de bem-estar social.

Neste momento em que recordamos e comemoramos esta data, que jamais se apagará das nossas memórias, curvo-me, respeitosamente, perante a memória de todos aqueles que, durante a luta de libertação, caíram nos campos de batalha, porque sem o seu sangue e o seu amor à pátria não teria sido possível chegarmos até aqui como nação livre e soberana.

Peço que me acompanhem num minuto de silêncio.

Não podemos glorificar o passado, de que aliás nos devemos orgulhar, se não formos capazes de providenciar soluções estáveis e sustentáveis a longo termo, de valor acrescentado e riqueza, que permitam assegurar níveis de rendimento compatíveis com padrões de desenvolvimento humano de que nos possamos também, e por igual, sentir recompensados. A política económica do país e o programa de reformas já realizadas, vistos agora, à luz destas quatro décadas que levamos de nação independente, não pode deixar de surpreender, pela positiva, pois evidencia a existência de uma clara perspectiva desenvolvimentista, com preocupações sociais bastante marcantes, que procura projectar-nos para um devir melhor, não apenas para alguns, mas para todos quantos se acolhem à sombra da nossa bandeira, nesta imensa pátria, onde hoje vivem mais de 24,5 milhões de compatriotas nossos, ao longo de cerca de um milhão e duzentos mil quilómetros quadrados.

Em termos da realidade económica, para fechar o círculo que define a tríplice condição que permite caracterizar de forma quase imediata qualquer país, podemos também referir que o nosso produto interno bruto – o PIB, para dizer de forma abreviada – se aproxima significativamente dos cerca de 150 mil milhões de dólares, o que dá um rendimento per capita de quase usd. 7.000,00 (sete mil dólares norte-americanos).

Por outras palavras, somos já a 4ª economia do continente africano, enquanto que em dimensão e em termos demográficos nos posicionamos apenas nos 6º (sexto) e 16º (décimo sexto) lugares, respectivamente. Angola ultrapassou já Marrocos e posiciona-se, agora, na quarta posição no ranking da economia dos países africanos, logo a seguir à áfrica do sul, à Nigéria e à Argélia. Constitui este facto uma realidade que não se poderá hoje deixar de reconhecer.

Tudo isto teve como contraponto uma realidade insofismável, a necessidade de 'construir uma economia de raiz', onde os únicos recursos abundantes e imediatamente utilizáveis, a seguir à independência, foram o petróleo e os diamantes, mas que tinha por trás e na base do processo o completo desmantelamento da toda a estrutura produtiva e uma profunda desagregação do tecido social. 

As etapas do nosso crescimento foram naturalmente fruto das circunstâncias em que o país se viu mergulhado depois da independência e poder-se-á dizer, com total fundamento, que ainda hoje o nosso presente se encontra muito marcado pelas particularidades e idiossincrasias desse passado histórico e das vivências do longo processo de reconstrução nacional. Foram também alicerçadas em muita tenacidade e numa visão estratégica esclarecida, numa óptica de longo prazo, que foi sistematicamente prosseguida durante esse tempo, mantendo sempre uma linha de rumo consistente e esclarecida, apoiada na liderança e na inquebrantável vontade de sua excelência, o senhor presidente da república, Eng.º. José Eduardo dos santos.

Foi assim possível gerar um modelo económico de raiz, suficientemente ajustável à realidade subjacente e às alterações pontuais da conjuntura, norteado para assegurar os indispensáveis equilíbrios macroeconómicos, mediante a adequada internalização, e na proporção ajustada, das variáveis explicativas (as variáveis endógenas), que se fundaram nos recursos económicos disponíveis, gerando os factores de crescimento que impulsionaram o desenvolvimento da economia angolana que nos é dado conhecer nos dias de hoje. A política económica do governo foi construída com muita perseverança. O caminho não foi fácil. Foi, aliás, pontuado de muitos escolhos, derivados principalmente da conjuntura económica mundial e da flutuação dos preços do petróleo no mercado internacional.  

O sucesso da política económica de angola tem passado muito pela consolidação fiscal, que começou a ser implementada, desde 2009 e que implica uma correcta articulação com as medidas de política fiscal e de política monetária. Foi também cimentada por uma gestão parcimoniosa e muito direcionada das despesas públicas para o investimento nas infra-estruturas, que se cotaram como a alavanca fundamental do crescimento e do aumento da competitividade da produção não petrolífera e do progresso e desenvolvimento do sector nacional privado.Actualmente, como todos sabemos, atravessamos mais uma conjugação de situações adversas: a erosão do preço do crude no mercado internacional, surgida em cima do rescaldo da crise financeira internacional, despoletada no final de 2008, cujo termo não é fácil de prever. É mais um desafio a somar a tantos outros e tão difíceis que já enfrentámos no passado e que com pertinácia e determinação soubemos vencer, tendo à frente e a guiar-nos o timoneiro que sempre nos soube conduzir a bom porto.

Depois da fase de investimento pesado nas infraestruturas, onde se destacam pela dimensão do trabalho desenvolvido, as infraestruturas de transporte e logística indispensáveis para apoiar o desenvolvimento dos sectores produtivos. O processo de expansão e modernização da rede geral de acessibilidades, bem como do sistema de transportes, que assegure condições de mobilidade optimizadas em todo o território nacional, assim como nas nossas relações com o exterior, seja no contexto do comércio internacional, seja no domínio da movimentação de pessoas a nível internacional, deverá continuar a merecer a nossa melhor atenção. Estou convicto de estarmos perante um novo ciclo na economia angolana ou no arranque de uma nova fase do nosso processo de crescimento e desenvolvimento económico e social, assim como no domínio da nossa projecção para um arranque mais firme da afirmação de angola no mundo globalizado, baseada na competitividade e diversificação das nossas exportações.Para isso muito contribuirá o que já foi feito ao nível das redes de transporte e das infra-estruturas ferroviárias, portuárias e aeroportuárias, que, conjuntamente, facilitam uma penetração mais fácil no interior profundo e uma circulação mais expedita das mercadorias nos circuitos comerciais a estabelecer dentro do país e com o exterior.

É necessário continuar a expandir as redes de transportes e logística, agora talvez ainda com maior fundamento, na medida em que será necessário atender nessa conjuntura a um débito superior da procura de tráfego para movimentação da produção industrial desde os locais de instalação das unidades industriais e das fábricas até aos centros de consumo e aos portos por onde possam ser exportados os excedentes de produção que ultrapassem as necessidades da procura interna. Esta nova etapa do crescimento terá, assim, como motores da economia, por um lado, o sector industrial e o sector primário (recursos minerais e agricultura) e, por outro lado, o sector dos transportes, no âmbito do qual devemos consolidar o processo de reabilitação e modernização das infra-estruturas e dar o passo seguinte que se refere à implementação das conclusões dos estudos efectuados em diversos ramos dos transportes. No plano das obras a lançar, há que preparar as condições para que logo que seja possível se inicie a construção das seguintes 4 (quatro) redes e de 3 (três) grandes infra-estruturas portuárias, todas de âmbito nacional e regional relevante:

  • Rede ferroviária nacional;
  • Rede nacional de plataformas logísticas;
  • Rede de cabotagem do norte de angola;
  • Rede ferroviária ligeira de luanda;
  • Novo porto de águas profundas de cabinda; e
  • Novo porto de luanda na barra do dande para onde será deslocalizado o actual porto que serve a capital do país;
  • Novo porto de porto amboim.

E no plano das realizações em curso, há que concluir a construção do novo aeroporto internacional de luanda, que tem associado a duplicação da linha ferroviária entre as estações do Bungo e baia e a construção de uma nova linha férrea entre esta última estação e o novo aeroporto.

Minhas senhoras e meus senhores,

O tema da expotrans deste ano é 'o TRANSPORTE AÉREO E A LOGÍSTICA NO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DE ANGOLA', que vem dar relevo às considerações anteriores.

Quando falamos de transporte aéreo referimo-nos a 3 (três) realidades complementares entre si, mas unidas por uma correlação indestrutível, por que cada uma delas não funciona sem as outras duas agregadas: são as infra-estruturas aeroportuárias, o transporte aéreo, e o controlo do espaço aéreo. O transporte aéreo é, porventura, um dos ramos mais desenvolvidos do sector dos transportes em que foram aplicados muitas centenas de milhões de dólares.

Foram reabilitados e modernizados ou construídos de raiz, até à data, um total de 15 aeroportos, em diversas províncias do país, e cobrindo de forma racional todo o território angolano. Aquela que será a principal infra-estrutura aeroportuária de angola, que está a ser construída às portas da capital – o novo aeroporto internacional de luanda – será uma porta aberta à internacionalização da nossa economia e a sala de visitas por excelência de quem vem a angola por motivo de negócios ou para fazer turismo e por onde circularão também os fluxos de passageiros nacionais que demandam outras paragens no exterior.

Será igualmente uma plataforma de logística funcional e extremamente capacitada para dar satisfação à carga aérea que chega e parte de angola, que permitirá a dinamização do comércio internacional por via aérea. Hoje o transporte aéreo chega a todas as partes do território nacional e é o meio mais cómodo e rápido de viajar em segurança. Apesar da imensidão do nosso país, podemos hoje estar em qualquer província, no máximo até hora e meia, aproximadamente, partindo da capital. Por outro lado, na vertente externa, temos nos dias que correm uma transportadora aérea, em fase de renovação e apesar das dificuldades actuais, através das 6 (seis) modernas unidades ao seu dispor alcança já 19 (dezanove) destinos internacionais e dá satisfação às nossas necessidades de deslocação para o exterior. Assegurando também o transporte de importantes contingentes de passageiros estrangeiros que estão a dar preferência à Taag, por vezes em detrimento das próprias companhias aéreas dos seus países.

A utilização do transporte aéreo não pode ser só para quem possui meios financeiros para o efeito. Tem de ficar acessível à generalidade da população, e a uma parte da carga com condições para circular de avião, por que disso depende também, em grande parte, a dinamização das trocas comerciais a nível interno e o consequente aumento do contributo do sector aéreo para o produto nacional. Para maximização do efeito sobre a economia do reforço da utilização do transporte aéreo devemos continuar a incentivar a complementaridade modal com os demais modos de transporte – o rodoviário, o ferroviário e o marítimo. E, depois, também com a rede de cabotagem, depois desta se encontrar concluída, com o objectivo de explorar ao máximo as soluções de intermodalidade, indutoras de significativas economias de escala, que tornam os processos de logística mais eficazes e muito mais eficientes.

O sistema de transporte é caracterizado, quando explorado numa óptica de rentabilidade social, pela sua unidade e unicidade. Que significa, por outras palavras, a convergência entre modos para as soluções combinadas de transporte, quer de passageiros, quer de mercadorias, que oferecem vantagens significativas em termos de tempo e de custo, sendo que a questão do tempo deve ser duplamente relevada – pela rapidez do transporte em si mesma e por que o tempo é uma variável determinante na formação do preço final das mercadorias, no mercado consumidor. A ligação entre modos, todavia, que deve ser vista pelos transportadores com melhor atenção, tem também de ser incentivada pelos órgãos institucionais, tendo em vista a natureza de serviço público a que os transportes atendem, em função da satisfação das necessidades colectivas de mobilidade que asseguram, tanto no domínio das pessoas como das mercadorias.

A unicidade nos transportes na sua articulação primordial com a logística só será proveitosa se conduzir a um sistema eficaz do ponto de vista operacional e eficiente, do ponto de vista económico, e se agregar valor que seja apropriável tanto pelos operadores como pelo público e as empresas que utilizam os transportes, o que necessariamente se traduzirá numa capitalização para a economia, com efeitos positivos na contribuição do sector para a produção nacional. A procura da melhor relação possível entre as infra-estruturas e o sistema de transportes e entre operadores, tanto do sector público, onde pontuam ainda, com algum predomínio, as empresas públicas, e o sector privado, tem de ser vista não só em relação à situação da oferta actual, como, sobretudo, em relação ao sistema de transportes futuro que estamos a construir e que será modelado pela concretização, no plano prático, do conjunto das redes a que anteriormente aludi.

Como o caminho 'faz-se caminhando', urge avançar com a tarefa em que nos empenhámos, que é a de prosseguir com o programa de expansão e modernização do sector dos transportes, a todos os níveis, sendo necessário que haja uma correcta orientação dos recursos para o investimento, com distribuição equitativa das responsabilidade que devem competir à administração pública, mas também ao sector privado, que não se pode colocar à margem do processo de construção das várias redes já planificadas. Só deste modo conseguiremos em tempo oportuno dispor das infra-estruturas básicas e dos sistemas de transportes, ou seja, noutros termos, das acessibilidades e da mobilidade indispensáveis ao sucesso da criação de uma economia forte. Creio poder concluir, deste modo, pela necessidade de mantermos um rigoroso controlo sobre um dos factores de crescimento, que é a construção das novas redes de infra-estruturas de transporte previstas.

O investimento, como é fácil imaginar, é monumental, e não será legítimo admitir-se que possa ser na sua totalidade levado a cabo apenas pelo sector público, na medida em que são sobretudo as empresas e a economia a beneficiar das infra-estruturas. O sector privado deve ser chamado a esta responsabilidade, que é de ordem e prioridade nacionais. Por isso, quer de forma individualizada, dentro das suas áreas de responsabilidade, quer em consórcio, ambos os sectores são chamados a participar e, sempre que oportuno, em função da natureza e características dos empreendimentos, devem procurar explorar soluções de partenariado, com recurso aos instrumentos legais de cooperação. Como é o caso, por exemplo, do mecanismo das parcerias público-privadas, em soluções de financiamento que comprometa, total ou parcialmente, a iniciativa privada na partilha do risco dos investimentos, por contrapartida da exploração das próprias infra-estruturas e dos serviços que sobre elas se desenvolvem, em regime de concessão, pelos períodos de tempo que, caso a caso, venham a ser fixados.

São estas ideias que quero deixar aqui à consideração de todos os presentes, assim como, nomeadamente, dos investidores e empresários que se fizeram representar neste certame. Com a sua presença demonstram, de forma inequívoca, a pujança do sector dos transportes e levam-nos a acreditar que o seu compromisso com os desafios a que aludi se traduzirá certamente numa resposta satisfatória e à altura do momento que também neste mês de Novembro evocamos – que são os 40 anos de independência de angola.

Não quero terminar sem deixar de agradecer também a presença do sector privado e das empresas públicas do sector que vieram aqui demonstrar uma vez mais o peso e a importância do sector empresarial do estado e de todos quantos empenhadamente tornaram possível a realização de mais este importante evento no calendário de realizações anuais da feira internacional de luanda.

Muito obrigado.

    

MINISTRO DOS TRANSPORTES ENTREGA CASAS AOS TRABALHADORES DO CFM

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, entregou formalmente nesta sexta-feira, 6 de Novembro, no Namibe, 136 chaves de novas residências aos trabalhadores da empresa dos Caminhos de Ferro de Moçamedes (CFM).

Acompanhado do governador da Província do Namibe, Rui Falcão Pinto de Andrade, Augusto Tomás entregou formalmente aos trabalhadores do CFM as chaves das casas construídas na zona da Praia Amélia e no Sacomar, para além de ter efectuado uma visita as outras residências já concluídas ou em fase de acabamentos.

Ainda no Namibe, o titular dos Transportes inaugurou no município da Bibala uma nova instituição de ensino denominada 'Escola Primária Nº5B Campo de Aviação', integrada no Projecto de Reabilitação e Modernização do CFM, para apoio as populações locais.

Após a visita ao Namibe, o ministro dos Transportes seguiu de carro para o Lubango, província da Huíla, a fim de dar sequência ao programa de entrega das casas para o CFM.

No sábado, 7 de Novembro, o ministro dos Transportes Augusto Tomás, na presença do governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, entregou as chaves de outras novas 158 residências, das quais 8 construídas na Mapunda e 150 edificadas na Mucanca.  

O titular dos Transportes inaugurou no Lubango uma  escola do ensino primário e secundário do Iº ciclo nº1359 'Nazário Vital',  com 16 salas de aulas, as instalações do parque e dormitórios para os trabalhadores da via e segurança ferroviária.

Das casas inauguradas na sexta-feira, 136 no Namibe, e no sábado, 158 na Huíla, perfazem um total de 294 moradias prontas a habitar.

Ao usar da palavra, Augusto Tomás referiu que o país está no caminho certo, rumo a resolução gradual dos problemas das populações.  

O ministro destacou a necessidade da perseverança no trabalho, a fim de se poder dar uma resposta positiva as iniciativas que engrandecem os direitos fundamentais dos cidadãos angolanos em relação a sua agenda social, nomeadamente no domínio da saúde, habitação, educação, formação profissional, transportes, visando o bem estar das populações.

O ministro destacou as orientações estratégicas do Titular do Poder Executivo e Líder do Governo, Engº José Eduardo dos Santos, no que a agenda social diz respeito, isto é as empresas públicas devem contribuir também com o seu esforço na resolução dos problemas sociais dos trabalhadores.

De acordo com o governante, as empresas devem saber repartir os benefícios com os trabalhadores, enquanto principal activo para os ganhos que alcançam. Disse ainda que a solidariedade, o humanismo e o amor ao próximo devem fazer parte da cartilha dos dirigentes das nossas empresas públicas.

Recordou a intervenção do Presidente da República em 2008, em Benguela, quando dizia: 'devemos governar com amor ao próximo'.

Nos próximos dias serão igualmente inauguradas em Menongue, Cuando Cubango, 85 residências, bem como um armazém com cais e casa de banho pública.

No âmbito do projecto de reabilitação e modernização das infraestruturas ferroviárias, foram construídas com o apoio da China Hyway Group Limited, cerca de 697 residências do tipo T2, T3 e T6 para os trabalhadores do CFM nas províncias do Namibe, Huíla e Cuando Cubango.

O CFM, que conta hoje com 1542 trabalhadores, foi criado aos 28 de Setembro de 1905, altura em que foi lançada a primeira pedra no então distrito de Moçâmedes, ao abrigo da autoridade do Governo português, recaída à carta de lei de 15 de Setembro de 1890 para a construção da sua linha férrea.

    

ANGOLA E NAMIBIA

O ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás, e do Trabalho e Transportes da Namíbia, Alpheus Naruseb, assinaram nesta quinta-feira, dia 05 de Novembro, no Strand Hotel, em Swakopmund, em Walvis Bay, Namíbia, cinco acordos no domínio dos transportes.

Tratam-se dos acordos transfronteiriços rodoviário, ferroviário, fluvial, o acordo sobre marinha mercante e o acordo sobre serviços aéreos que, a partir de agora, vão facilitar o transporte de pessoas e bens na fronteira comum dos dois países.

Augusto da Silva Tomás deslocou-se a Namíbia a frente de uma delegação do Ministério dos Transportes que integra os directores do Gabinete de Intercâmbio Internacional (GII), César Ferreira, do Gabinete Jurídico (GJ), João Lenda, do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), Victor Alexandre de Carvalho, do Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola (INCFA), Júlio Bango, do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAVIC), Carlos David e o diretor-geral adjunto para área técnica do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INTR), Filipe Cumandala.

Angola, a Namíbia e outros países que integram a SADC são, cada vez mais, um destino estratégico no cenário global, facto que estimula maior extensão e conteúdo às relações económicas e comerciais dentro da própria comunidade, o que redundará certamente, em novas oportunidades de negócio, de crescimento económico e bem-estar social.

São fundamentais a conclusão e a execução de projectos que sejam exequíveis e que tenham a perspectiva estratégica de instalação de uma rede de transportes, onde se pontifica a questão das ligações transfronteiriças, seja no domínio do tráfego rodoviário, seja através das ligações ferroviárias, fluviais ou aérea.

Angola e a Namíbia mantêm fortes laços de amizade e de cooperação bilateral. Em Abril deste ano, o Chefe de Estado namibiano, Hage Geingob, efectuou à Luanda a sua primeira visita de trabalho ao exterior, demonstrando a excelência das relações entre os dois países.

Durante a sua estada no país, o Presidente Hage Geingob foi recebido no Palácio Presidencial à cidade alta, pelo seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, com quem passou em revista o estado das relações bilaterais, assim como questões de interesse regional e internacional. Os dois Chefes de Estado presidiram às conversações oficias entre os dois países, culminando com a assinatura de Acordos de Cooperação entre as repúblicas de Angola e da Namíbia.

OS ACORDOS MAIS RECENTES NOS TRANSPORTES

A 19 de Janeiro de 2015, os presidentes de Angola e da República Democrática do Congo (RDC), José Eduardo dos Santos e Joseph Kabila Kabange, testemunharam, em Kinshasa, a assinatura de quatro acordos de cooperação no âmbito bilateral. Trata-se dos acordos  nos domínios dos transportes aéreo, ferroviário, rodoviário, marítimo e transfronteiriço, para permitir o reforço das relações comerciais entre Angola e RDC, rubricados pelos ministros dos Transportes angolano, Augusto da Silva Tomás e dos Transportes e Comunicação da RD Congo, Justin Kalumba Mwana Ngongo.

A 4 de Março de 2015, o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás assinou, em Lusaka, com o seu homólogo zambiano, Yanfwa Mukanga, o acordo transfronteiriço no domínio rodoviário, com vista a facilitar o transporte de pessoas e mercadorias entre os dois países. A assinatura do referido acordo visou dar corpo aos instrumentos jurídicos já rubricados em Fevereiro do mesmo ano, aquando da visita do Presidente da Zâmbia, Edgar Chagwa Lungu, a Angola. Na ocasião, os dois países rubricaram vários acordos, entre os quais no domínio dos transportes ferroviários e fluvial transfronteiriço, para estabelecer as regras metodológicas e procedimentos com vista a facilitar a circulação de pessoas e bens na extensa fronteira comum.

A 31 de Março de 2015, os Chefes de Estado de Angola, José Eduardo dos Santos, e do Congo Brazzaville, Denis Sassou N'guesso, certificaram, em Luanda, a assinatura de sete acordos de cooperação entre os dois países, dos quais quatro ligados ao sector dos Transportes Ferroviário, Rodoviário, Fluvial e Marítimo.

A 10 de Setembro de 2014, Augusto da Silva Tomás rubricou, em Luanda, com o seu homólogo Michael Kamau, o acordo bilateral de serviços aéreos entre a República de Angola e o Quénia.

A 12 de Março de 2014, o ministro dos Transportes, Comunicações e Abastecimento da República da Zâmbia, Yanfwa Mukanga, deslocou-se à Luanda onde rubricou com o seu homólogo angolano Augusto da Silva Tomás, os acordos para o Desenvolvimento e Implementação do Projecto do Canal Fluvial Shangongo-Rivungo e Aéreo.

    

ANGOLA E NAMIBIA DINAMIZAM ECONOMIA

Angola e a Namíbia lançaram quinta-feira dia 5 de Novembro de 2015 as bases para a dinamização das relações económicas. A constatação é do ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que falava em Swakopmund, Walvis Bay, Namíbia, à margem da assinatura de cinco acordos no domínio dos transportes.

De acordo com o ministro, o sector de bens e serviços está agora em condições de poder impulsionar, reforçar e ampliar numa base de equilíbrio o desenvolvimento da economia e da riqueza dos dois países. Neste caso, disse, contribuirá para o aumento do emprego, criando condições para o reforço das relações de amizade e cooperação económicas em relação a rede viária, transportes marítimo, fluvial, aéreo e ferroviário.

Por seu turno, o ministro do Trabalho e Transportes da Namíbia, Alpheus Naruseb, referiu  que o memorando de entendimento se enquadra nos objectivos da SADC. O governante namibiano recordou que a SADC estabeleceu metas para assegurar o desenvolvimento económico na região.

    

NOVAS LOCOMOTIVAS PARA O CFL

O ministro dos Transportes, Drº Augusto da Silva Tomás, deu a conhecer nesta sexta-feira, dia 30 de Outubro, que vão ser adquiridas novas locomotivas fabricadas nos Estados Unidos, Europa e China, no âmbito do projecto de modernização do Caminho de Ferro de Luanda (CFL).

 

De acordo com o ministro, que discursava na cerimonia de lançamento do livro 'Caminho-de-ferro de Luanda 127 anos, uma história viva', alusivo ao aniversário daquela empresa pública, o projecto prevê a construção de oficinas e um centro de formação para capacitar os quadros da empresa. Estão contempladas no projecto do Executivo programas de sensibilização cívica das populações sobre os cuidados a ter com os bens públicos, acrescentou o ministro.


O ministro informou que um segundo ramal do CFL, com seis estações multifuncionais e quatro passagens aéreas para peões, é construído a partir do próximo ano, com o objectivo de ligar com mais rapidez e segurança pessoas e bens entre o centro da cidade e o novo aeroporto, que fica operacional no primeiro trimestre de 2017.


A nova era que o Caminho-de-ferro de Luanda vai permitir o surgimento de uma rede ferroviária integrada entre o centro e norte da capital e desenvolver de forma positiva a actividade nos sectores da economia e dos serviços.


Na sua mensagem contida no livro do CFL, Augusto Tomás sublinhou que o caminho-de-ferro permitirá, assim, que o nosso país se desenvolva, com harmonia, em todo o seu território, se verifique o progresso econômico-social e o bem-estar das populações.