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MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES APRESENTA GUARDA AVANÇADA" DA LOGÍSTICA NACIONAL"

As plataformas logísticas transfronteiriças assumem-se como a 'guarda avançada' da logística nacional junto às fronteiras com todos os países com os quais Angola possui fronteiras comuns, afirmou nesta terça-feira, em Cabinda o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.

O governante angolano falava na sessão de abertura da Conferência Regional sobre as Plataformas Logísticas Transfronteiriças do Massabi e Iema, realizada em Cabinda, no passado dia 19 de Julho.

Augusto Tomás, que na última semana trabalhou em Ondjiva (Cunene), Mbanza Kongo (Zaire) e Cabinda, revelou que o objectivo principal da implantação das plataformas logísticas transfronteiriças é o de dinamizar as relações comerciais e económicas entre Angola e os países vizinhos, impondo os nossos factores de competitividade e as vantagens económicas comparativas superiores de que dispomos.

Em relação às acessibilidades, apontam-se, segundo o governante, os portos marítimos de primeiro nível com grande capacidade e excelente posição estratégica, ao peso da nossa economia no mercado mundial, e às relações privilegiadas com países de todas as latitudes e das principais comunidades económicas integradas.

Angola terá inicialmente cinco plataformas transfronteiriças a serem implantadas pelo Ministério dos Transportes, destacando-se a de Massabi e Iema, na província de Cabinda, junto às fronteiras com a República do Congo e a República Democrática do Congo, respectivamente.

Uma terceira plataforma deverá ser construída na província do Zaire, região do Luvo, a cerca de 253 quilómetros da foz do rio Zaire, também na fronteira com a RDC.

A quarta, no Luau, província do Moxico, a poucos quilómetros da fronteira leste, igualmente neste caso com a RDC. E a quinta em Santa Clara, no extremo sul do território, na província do Cunene, fazendo interface com a Namíbia.

Estas plataformas constituem, no seu conjunto, uma frente integrada multipolar e multivariada nas relações económicas com os países circunvizinhos.

São entrepostos comerciais e económicos privilegiados na circulação do comércio entre o mercado internacional e uma vasta zona centro-africana que se estende desde os países da região dos grandes lagos até ao Botswana e ainda com capacidade para projectar a sua influência a países situados mais a leste sem fronteiras marítimas, ou seja, sem acesso directo ao mar.

A construção desta rede logística regional irá transformar por completo a realidade económica das vastas regiões de influência, que não se circunscreve apenas aos seus efeitos internos, em Angola, projectando-se profundamente para o interior do continente, através das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias.