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CIRCULAÇÃO FERROVIÁRIA ENTRE ANGOLA E A RDC VAI IMPULSIONAR DESENVOLVIMENTO DO CORREDOR DO LOBITO

A retomada da ligação ferroviária entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC) constitui um novo sopro na economia de ambos países e vai significar uma total revolução nos transportes ferroviários, afirmou o ministro Augusto da Silva Tomás.

 

Ao balancear a visita efectuada à RDC, o ministro dos Transportes, considerou que o acordo assinado em Kinshasa entre o Caminho de Ferro de Benguela (CFB) e a Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro do Congo (SNCC) vai permitir que os dois povos tenham maiores benefícios económicos e financeiros, e grande redução de custos para as empresas mineiras, a SNCC e a RDC. Por esta razão, sublinhou que a equipa, por si liderada e que se deslocou à Kinshasa não poderia voltar à Luanda sem resultados concretos e estava mandatada para trabalhar até à exaustão.

 

O ministro informou que foram reabilitados no CFB 1344 quilómetros de linha férrea, construídas 67 estações entre especiais, de primeira e de segunda classes, reabilitadas oficinas, e adquirido material circulante.

 

O ministro salientou que foram igualmente construídos três centros de formação profissional, que também podem estar à disposição das autoridades congolesas e da SNCC.

 

O titular dos Transportes enfatizou que este tipo de iniciativa vai melhorar as condições de vidas das populações de ambos países e diminuir os custos com as importações e exportações. Manifestou que Angola, depois da guerra, avançou rapidamente na reabilitação dos caminhos de ferro e esta experiência pode servir de alento positivo no desenvolvimento em curso na RDC.

 

O acordo comercial entre o CFB e SNCC estabelece os termos de utilização conjunta da linha férrea entre os dois países e foi assinado em Kinshasa no passado dia 15 de Novembro pelo Presidente do Conselho de Administração interino do CFB, Luís Teixeira, e o director-geral da SNCC, Ilunga Ilunkamba, na presença de José Makila Sumanda, vice-primeiro ministro encarregue dos Transportes e Vias de Comunicação da RDC, e de Augusto da Silva Tomás, ministro dos Transportes da República de Angola.

 

Os ministros concordaram que os Comités Técnicos criados ao abrigo dos acordos de transporte transfronteiriços devem ser dinamizados e reunirem-se com maior regularidade.

 

O ministro angolano convidou o seu homologo congolês a visitar Angola, principalmente, os projectos fundamentais do Corredor do Lobito, designadamente o Porto do Lobito, o CFB, o Aeroporto Internacional da Catumbela e o Luau, província do Moxico.

 

 

PRESIDENTE KABILA REITERA CARREGAMENTO DE MANGANÊS

 

O Presidente da RDC, Joseph Kabila, reiterou a necessidade de ser feito, através do CFB, até ao dia 14 de Dezembro de 2017, o primeiro carregamento de manganês, que se encontra depositado numa mina, a céu aberto, em território congolês, perto da fronteira com Angola.

 

O Presidente congolês referiu que, numa primeira fase, estão a fazer pequenas intervenções na linha, enquanto se trabalha, também, na recuperação da linha férrea, por troços.

 

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, deslocou-se à Kinshasa (RDC), na qualidade de enviado especial do Presidente da República, João Lourenço, tendo sido recebido em audiência pelo Chefe de Estado congolês, Joseph Kabila, a quem entregou uma missiva do seu homólogo angolano, inscrita no reforço da amizade e cooperação bilateral, com particular enfase, para a dinamização da ligação ferroviária entre ambos países, mediante o uso do CFB.